quinta-feira, 30 de abril de 2009

A IMPERFEISSSAO

Este post é uma resposta a quem o visita e sente que o seu português não é perfeito, aqui vai a resposta:
nós, viciados na imperfeisssao queremos que a forma se dane!!!!!Queremos que este seja o espaço para dar vida às ideias ao sentido que elas transportam, a forma é absolutamente secundária aqui. Este é o reino dos imperfeitos, dos que acham que ainda têm muito a aprender com a vida e o mundo, dos que dão gargalhadas sem pensar que parece mal, e dos que choram e se emocionam quando assim tem que ser. Mas não queremos com isso dizer que os perfeitos não têm aqui lugar. Na imperfeisssao cabe tudo!Basta querer...

sábado, 25 de abril de 2009

AMESTERDÃO


Costumo dizer que, como não posso por agora viajar faço-o através das fotografias dos meus amigos. Esta é de Amesterdão, cidade que adorava conhecer. Cidade que tem colada a canção de Brel:
"Dans le port d'Amsterdam Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames qui leur donnent leur joli corps qui leur donnent leur vertu Pour une piéce en or (...)Et ils pissent comme je pleure sur les femmes infidéles Dans le port d'Amsterdam Dans le port d'Amsterdam."
Amesterdão lembra-me ainda "A Obra ao Negro" de Marguerite Yourcenar, que li quando tinha 17 anos e reli mais tarde. É diferente ler um livro aos 17 e outro aos 30. Naquela altura esse livro foi para mim uma revelação, intensa, verdadeira, difícil e irresistível. Senti ao lê-lo o que muito dificilmente voltei a sentir lendo o que li ultimamente. Não sei se por ser essa época da nossa vida em que sentimos tudo a dobrar, em que a vida é desesperadamente emergente e temos o coração e o espírito em constante busca de desafios. Mas naquela altura, aquele livro fez-me entender o que foi o século XVI, o desejo complexo de um homem em não ser apenas isso, o tumulto de uma época em que a verdade deixou de ser um paradigma e um dogma e assumiu um carácter mais volúvel à medida da humanidade de quem a questiona. Gosto de épocas em que se rasgam as folhas antigas dos livros decrépitos, em que se abandonam as mãos firmes do absoluto axioma e se caminha livremente. Admiro incondicionalmente quem tem a coragem para o fazer, quem ousou desafiar a estabilidade e o conforto dos fios seguros que nos ligam à vida. Gosto de pensar que isso é possível e que alguém foi bem sucedido ao concretizá-lo.
Senti-me um Zenão(personagem principal), senti que cresci ao ler as páginas deste livro, que ele fez de mim uma pessoa melhor e maior, ensinou-me mais sobre a vida e aquela época do que anos de aulas de história. E quando o reli voltei a imaginar como seria Amesterdão e sonhei que um dia qualquer poderia lá ir concretizando esta vontade irreal que nasceu com A Obra ao Negro. Se puderem leiam, é magnífico, difícil, não é de adoração imediata, dá luta, mas vale tudo isso.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

LIBERDADE

Como a polémica acerca da questão de que vou escrever a seguir já voltou ao adormecimento habitual de tudo o que é polémico, se fala muito e não se conclui nada, , já me sinto confortável a dar opinião sobre ela. Não gosto de escrever muito sobre assuntos que estão na moda, parece que tudo é um lugar comum. Também porque hoje é dia 25 de Abril, dia da Liberdade(Valor importantissímo para mim, palavra que só por si me preenche) e esta é para mim, acima de tudo uma questão de liberdade, cá vai, acho que é um texto um pouco longo, mas estamos no imperfeito certo?Ás vezes mostramos as nossas garras!
O casamento entre homossexuais.
Tento com um esforço quase estóico ser compreensiva e racional quando penso nos argumentos dos que se dizem frontalmente contra. Tento mas não consigo. Sempre que os leio, ouço ou discuto não há um que me convença. Ou melhor eu não quero ser convencida do contrário, porém poderia talvez entendê-los melhor, dar-lhes crédito, encolher os ombros e pensar”OK, eu não penso assim, mas o argumento é válido, e aceitável”. Não.
Confesso que os extremismos sempre me incomodaram. A histeria de quem brame os seus argumentos de uma forma demagógica, como se fosse a única e a mais valiosa é meio caminho andado para que eu já nem oiça, já não veja, já não sinta. Isto é, como diria uma Amiga minha “não estou nem aí!”. Tais pessoas dão-me náuseas, vómitos, deixo de as ouvir, não quero saber. Até posso concordar com o que dizem mas a forma como o dizem faz-me perder a vontade de as ouvir. Chamem-me intolerante e fóbica, não faz mal concordo em grau, género, número.
Voltando ao essencial, é com dificuldade que encaro esta nova polémica como tal, isto é compreendo que se fale dela, já que no nosso País a sua viabilidade é para já nula.
Mas não vejo qualquer eficácia prática na forma como tem sido discutida e também se estivesse na adolescência e a tentar ter opinião sobre tudo e qualquer coisa(eu era assim, se calhar hoje já
não…Não sei por enquanto ainda aguardo, as minhas crianças ainda não “adolescem”…) ficaria sem perceber muito bem qual a razoabilidade de uns e doutros argumentos. É bom que estas coisas se discutam, é bom porque a sociedade não é sempre igual, nem as pessoas se relacionam sempre da mesma maneira. A ser assim ainda estaríamos na Idade Média e Galileu não nos teria mostrado que ser teimoso e persistente, ainda quando o Mundo inteiro está contra nós e se acaba em chamas numa fogueira, vale a pena. Por isso seria agradável encontrar um consenso nesta matéria onde todos nos sentíssemos confortáveis. Impossível, já sei. Haverá sempre os que desditam de todas as mudanças em oposição aos que com elas se regozijam. De qualquer forma seria bom que com este assunto todos aprendêssemos qualquer coisa que é o que sempre se pretende quando ideias são debatidas, pelo menos num Mundo que se diz civilizado, seja lá o que isso for.
Digo desde já que não vou falar da Igreja porque me parece que não está em causa qualquer casamento católico, embora existam muitos homossexuais católicos, mas também, e ainda bem, também há muita gente que acredita em Deus e nem sempre concorda com a Igreja. Como diria um senhor Douto Professor, são realidades distintas.
Também não vou perder muito tempo a escrever sobre aqueles que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo apenas como mais um slogan pós-moderno que confere um certo estilo a quem gosta de aparecer. Para esses isto é apenas mais um assunto para mostrar que se é “modernito” e que é cool defender as minorias, ou então dos que sempre foram do contra, a favor dos pobres e descamisados, por isso isto é só mais uma questão para dizer que não, não pode ser. Não lhes dou muito crédito já que eles próprios não o dão a si mesmos, já quase consigo não os ouvir, o que é bom porque são muito ruidosos. Estou para estes como Almada Negreiros”A minha paz é ignorar”
Também tenho alguma dificuldade em visualizar A questão como se fosse algo amoral, como se eu mesma fosse um ser amoral. Talvez seja de mim, não sei, criatura por demais imperfeita, mas sem que me considere “imoral” ou “amoral”. Acho até, que a moral não tem nada a ver com isto. A verdade é que não consigo imaginar isto como uma questão moral, mas apenas como uma proibição legal. Eu acredito em Deus, muito. E ainda não duvido da minha fé porque sou daquelas palermas que não necessita de provas da sua existência para acreditar que ele existe. Pois eu sei que isso já não se usa e que se calhar devia era estar no convento a “estudar para freira”, mas é tal e qual há algum tempo, e não quero para já mudar. Dá-me um certo conforto este Deus. Ele não é castrador, discriminatório ou segregador, mas um Ser sublime porque tem sempre lugar nos seus braços para Todos mesmo os imperfeitos e os ditos “imorais”.
Não vejo porque duas pessoas do mesmo sexo não possam casar se assim o entenderem e desejarem. Se para elas essa união representar a comunhão de uma vida e a liberdade de amar e ser amado, um desejo de juntos caminharem e partilharem bons e maus momentos, de juntos concretizarem um projecto comum, respeitando o outro, as suas diferenças e amando-as como únicas, especiais e verdadeiras, sem que isso represente uma qualquer forma de opressão ou anulabilidade. Celebrar este desejo com quem nos quer bem é bom e, se calhar pode até ser uma recordação grata de um momento feliz. Estas também ajudam quando a vida é traiçoeira e nos desfaz. Pelo menos foi por estes motivos que um dia me casei. Na altura fazia todo o sentido. Hoje vejo o mundo de uma outra forma, acho que para se ter tudo isto o casamento não é uma condição, mas apenas um caminho paralelo, mais formal, quase “oficial” digamos, de se obter o mesmo. E confesso que de início, quando me predispus a pensar neste assunto, o meu lado mais prático levaram-me a pensar “mas por que raio é que estes querem agora casar, qual é o problema de se viver junto como um casal?”Porém entendo quem o queira fazer e quem o deseje. Sei que nestas decisões estão também implícitas muitas questões sucessórias, mas ainda assim, este argumento é demasiado pobre para o justificar. Há cada vez mais formas de protecção legal para quem vive em união de facto.
Por isso, para mim, o casamento entre homossexuais é, antes de mais, uma questão de liberdade, de se ser livre a fazer uma escolha. Se alguém optar por casar com um enorme burgesso(a) que o(a) espanca, humilha, trata mal, que de cada vez que esse alguém abre a boca o(a) manda calar e vocifera alarvemente, em tom de grande remate final, que essa pessoa é uma ignorante e só sabe falar de coisas insignificantes e sem valor. Porque a opinião desse alguém não tem qualquer valor e tudo o que ele(a) faz está mal feito e sobretudo, não pode, de forma alguma, dizer “eu não acho”, ou pensar de forma diferente porque é imediatamente fuzilado com um olhar e humilhações várias. E ainda assim decide toda a vida permanecer a seu lado, vivendo uma vida de plástico, hipócrita, (“vidinha de revista”), ninguém diz nada. Melhor, as pessoas ainda se acham no direito de empregar sempre aquela máxima, extraordinariamente machista e aberrante, “entre marido e mulher não se mete a colher”, ou então tiradas do tipo “coitado mas ele(a) até é muito trabalhador(a) e trata bem os filhos e paga as contas e não anda com outras(outros), o que é que ela(e) quer mais? E só atura porque quer!” Não é só porque quer mas porque a pessoa é livre de optar por viver assim, ainda que deixe de existir como essa pessoa, ainda que seja injusto e cruel para si mesmo e podendo lesar outros que pelo meio vão comungando deste modelo desacertado de vida em comum.. Porque se calhar quereriam apenas algo tão simples como respeito, consideração, reconhecimento, liberdade de pensar como lhe der na real gana e ser feliz como pessoa. Era só isso. Mas aqui não há nada de imoral pois não? È tudo normal.
Seria importante que as pessoas fossem mais flexíveis nos seus juízos morais acerca do que é diferente, que pensassem que a Pessoa Humana pode evoluir não apenas como ser mas como ser que se relaciona, e que, essas formas de relacionamento podem não ser estereotipadas nem estanques. Mas poderão acompanhar a progressão do homem na medida em que este quer e pode ser diferente. Mas não pode, é certo, porque se duas pessoas do mesmo sexo escolherem casar não têm aqui e agora liberdade de o fazer. E esta liberdade não interfere de forma alguma com quaisquer direitos dos outros, não lesa ninguém de facto. È uma escolha de quem quer viver a sua vida de uma outra forma. Não sei se melhor, se pior, sou heterossexual, mas entendo e aceito, como uma manifestação de liberdade quase suprema que haja quem o não seja e não queira ser. E essa liberdade não deve ser tolhida, esse direito que a pessoa tem de fazer escolhas, ainda que não sejam as padronizadas, e que impliquem mudanças por vezes dolorosas num Mundo intolerante e cruel para quem não segue os modelos aceites e impostos. Para mim é essa liberdade que está aqui em causa. Por isso tenho dificuldade em aceitar que o assim não entende. Na verdade para mim é apenas uma forma de limitar uma escolha a quem quer ser feliz. E isso é, a meu ver intolerante. Chamem-me o que quiserem, é o que penso.
Dizem-me que as coisas não são assim tão simples, que as pessoas não estão preparadas para estas mudanças, mas e a violência entre os casais é normal? Não há nada de imoral também aqui? As agressões em todas as suas formas são legítimas? Afinal, existem dois padrões para julgar a liberdade de escolha. Não deveria ser assim.
Deixo as belas e sábias palavras de Ricardo Reis que, muito melhor do que eu, disse tudo acerca disto
“Para ser grande sê inteiro, nada teu exagera ou exclui, sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a Lua toda brilha porque alta vive”

OS AMIGOS

Ás vezes pedir ajuda aos amigos não custa tanto como pensamos. Não faz de nós pessoas menores ou incapazes, é só isso, um pedido. Sabemos que eles estão aqui mas há alturas em que faz bem ter a certeza. E ter a certeza não se basta com a convicção, são necessárias provas. Não são provas muito audazes, basta uma gargalhada ou um ouvir dizer que fazemos falta e que eles estão aqui para nós. Basta. Com isso estamos prontos para partir muros. É bom, eu acho!
Nem sempre é fácil porque há aquela sensação de que estamos a incomodar ou a falar do mesmo, ou que mais uma vez não conseguimos mudar o que deveríamos ou o que a eles lhes parece tão fácil que lhes dá vontade de nos abanar e dizer "Sai p'rá rua, e deixa-te de conversas"! Mas depois descobrimos que nos estima não nos julga verdadeiramente. Aceita-nos e dá-nos a mão, e descobri que ter alguém a dar-nos a mão quando temos que saltar é mais fácil do que saltar sózinha. Somos nós que temos que o fazer, é certo, mas sabemos que está ali alguém e aconfiança renasce. Por isso aos amigos!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ESTAR CONTENTE

Hoje estou contente com uma coisa simples e singela que para muitos seria banal mas para mim, saber que o que escrevo foi importante para alguém, é como se os dias fossem sempre quentes e o céu azul. Obrigada Escola da Noite, do fundo do coração obrigada.

domingo, 19 de abril de 2009

KAFKA - ATRAVESSANDO AS PALAVRAS HÁ RESTOS DE LUZ- TEATRO

Fui ver e é desvairadamente Kafkiano.
Antes disso devo dizer que esta minha ida ao teatro é mais uma volta, porque tinha há muito abandonado as idas regulares e frequentes, para me deslumbrar com a escola da noite. E deslumbrei-me. Parecia que estava a respirar um novo ar, que repentinamente se tinha aberto uma janela sobre o mundo. Uma janela nova que estava para mim fechada a cadeado, perra, enferrujada, velha e gasta. Sabia que se fosse ao teatro iria seguramente entrar numa nova dimensão, que isso iria ser como sacudir um velho lençol que estava empoeirado numa arca. A arca contém o que sei que devo fazer para libertar as palavras, aliás, contém as palavras, e olho para ela todos os dias, tiro tudo o que lá está e penso. O que posso fazer com isto e com aquilo, no fim volto a guardar tudo muito bem arrumadinho e fecho-a, adio para outro dia o desempoeirar dos sonhos, não, ainda não sou capaz. Hoje não.
Mas desta vez peguei sem pensar numa das mantas azuis e sacudi-a. Por acaso calhou-me o teatro, mas foi puramente por acaso, podia calhar uma ida a Lisboa, ou ao Porto ou ao fim do Mundo, mas foi o teatro.
E logo KAFKA. Labiríntico, doentiamente obscuro, pragmaticamente certo.
Já não me lembrava bem, do som das vozes que imita os ruídos de forma tão perfeita, da coragem e talento de quem declama um texto junto ao público com o à vontade de quem diz "bom dia". Durante o tempo em que estive ali sentada esvaziei a cabeça e entrei no mundo que me era proposto, o de Kafka. È sempre gratificante ver como alguém pega num texto e o transforma em teatro, como o desmonta mantendo a sua perfeição original mas travestindo-o com a sua pessoalidade. A atmosfera estava tão perfeita que parecia que estávamos dentro dos livros onde a tragédia e o riso se aproximam.
Gostei particularmente do desespero do cavaleiro que anseia por carvão, daquele desejo mortal, do misto de quem quer psicóticamente uma coisa banal que sem querer se transforma noutra de máxima importância, quase vital e inexorável, como se se não a obtivesse a seguir fosse morrer.
Gostei também do inevitável vazio do homem que, preso no espinheiro, aguardava pelo salvamento de quem não vem. Fez-me lembrar a vida, por vezes parva, ridícula e solitária. Gostei ainda dos diálogos com máscaras, cruéis, quase ensanguentados com tanta ira. Foi bom, foi como renascer, foi inspirador. Vão ver.
A companhia ajudou, quando se vê estas coisas com amigos que valem a pena e que a vida nos fez reencontrar parece que somos capazes de tudo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

YOU TUBE

Adoro o YOU TUBE! Se calhar por razões idênticas às da mairoria das pessoas que amam música, eu amo. Não consigo imaginar a minha vida sem música. Se fosse só eu, a primeira coisa que faria quando acordasse, seria ligar o rádio ou colocar um cd. Acordo sempre bem, tenho esta "coisa estranha"de acordar bem disposta. Só quando estou doente é que detesto levantar-me, quando estou doente, fico quase insuportável, porque odeio, sinto-me limitada, abomino ter dores, de garganta, de ouvidos, de barriga, de dentes. ODEIO!E também fico um pouco queixinhas, ou melhor, faço queixas a mim mesma, porque tenho algum cuidado em não massacarar os outros e, porque também não há muita a gente a ouvir-me.
Mas, como acordo bem disposta apetecia-me imediatamente ouvir música. Só que para já não posso. E como contra o que não se pode, nada se pode fazer, aproveito o que tenho. E o que tenho é o YOU TUBE e é magnífico. Poder ouvir aquela música que já não ouvimos há anos e que está lá sempre na nossa memória, porque a tínhamos numas cassetes ranhosas já impossíveis de ouvir, ou porque já não encontramos o cd, ou porque tínhamos em vinil e já não temos gira discos, é mágico!
Com o You tube ouvimos quando queremos a música que queremos e se todos forem como eu, provavelmente não e ainda bem, podemos ouvir vezes sem conta o mesmo, de manhã, à tarde, à noite, conhecer de cor a letra, saber quando se repete o refrão, fingir que estamos a cantar com a escova a servir de microfone, porque tudo bem estamos sózinhos e ninguém vê!AAAAAAMMMMMOOOOO! A música preenche-me a alma, os vazios decadentes da vida e deixa-me ainda mais bem disposta! Ando constantemente á procura de algo novo, que me inspire e me faça pensar, mas nunca deixo as velhas, volto sempre lá.
Vou escrever mais sobre isto mais tarde.
Quero ir ao you tube pensar que os Joy Division estão de volta e ouvir milhões de vezes a voz trágica de Ian Curtis em Love Will Tear Us Apart(pode ser um lugar comum mas não me importo, gosto de o frequentar!!!)